sexta-feira, 15 de julho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
TEX - O Melro branco
O MELRO BRANCO
No dia 9 de junho o grupo de teatro da
Xico, TEX (Teatro Experimental da Xico), apresentou a peça "O melro
branco", a partir do texto adaptado de Cândido Pazó. O grupo é constituído
por "atores" do 1º ciclo, da Pegada, do 2º ciclo, da EB2,3 Egas Moniz
e do secundário. Um pequeno grupo, um agrupamento. A encenadora, Elinete Megda,
não pôde estar presente, mas fica aqui o nosso agradecimento por um trabalho
voluntário que se prolonga há já mais de 6 anos, feito com muito
profissionalismo, mas também muito carinho e amizade. Presentes estiveram os
nossos alunos e professores das escolas de Santa Luzia e Pegada e alguns
familiares dos nossos jovens atores. Como diz o nosso melro (Flávio, 12ºTDS) no
final, não importa a cor, a raça ou o credo. Somos todos iguais! A mensagem que
o nosso grupo deixa a todos.
| |
segunda-feira, 30 de maio de 2016
"Da Penha vê-se o mar"
“Chamem-me Ismael”, assim começa um dos mais espantosos romances da literatura, em que o mar e o fascínio que este lança sobre os homens e mulheres de todos os tempos, é o personagem principal. Falamos, claro está, de Moby Dick, de Herman Melville. Tal como Ismael nos conta «…Vejam as multidões que aí comtemplam a água. Deambulem pela cidade numa lânguida tarde de domingo…O que veem? Postados como sentinelas silenciosas por toda a cidade, são aos milhares os mortais com o olhar sonhador perdido no oceano…», também gerações e gerações de habitantes deste burgo medievo, sentiram e sentem o apelo do Mar.
E àqueles, de outros tempos, que nunca o viram, apesar da curta distância que nos separa do litoral, chegavam notícias prodigiosas das riquezas e perdições que o Mar trazia e levava e, descendo mais no poço do tempo, ainda se encontram histórias de saqueadores - gigantes loiros - vindos do norte da Europa e que subiam pela foz do rio Ave até às mais prósperas povoações. Múltiplas são pois as referências ao mar, quer na tradição popular quer na tradição literária (por exemplo “os Pescadores” de Raul Brandão, autor intrinsecamente ligado a esta cidade e concelho).
Assim, desde a noite dos tempos, se foram construindo lendas, tradições e saberes em torno do Mar, como, por exemplo, a do “Olho Marinho” ou “Braço de Mar” que, segundo a tradição oral e os registos do “pai” da arqueologia portuguesa, o vimaranense Martins Sarmento, se traduzia numa imensa corrente subterrânea de mar que ligaria os pontos mais altos do concelho (monte da Penha, monte da Senhora dos Montes…) ao litoral. E o desejo e apelo do Mar é tão forte que há quem jure, a pés juntos, que se consegue, do alto da Penha, em dias propícios, ver o mar da Póvoa de Varzim. Cidade esta que ocupa um lugar incontornável nas memórias da cidade e do concelho pois foi, desde “sempre”, a praia para onde rumavam os vimaranenses e cuja importância vemos refletida no livro «A Construção Social da Praia» da investigadora vimaranense Helena Ferreira Machado.
É pois no profícuo cruzamento das lendas, contos e saberes do mar – orais e escritos - com as representações que dele fazemos que se vai articular o presente projeto.
Deixamos aqui um belíssimo texto constante do anuário de 1992-1993 da ACIG (Associação Comercial e Industrial de Guimarães) sobre o Monte da Penha.
| Monte da Penha Da Penha |
sábado, 23 de abril de 2016
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
DIA MUNDIAL DO LIVRO
A POESIA ESTÁ NA RUA
No
dia 22 de abril, os alunos do Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda levaram
para a rua a sua poesia. Sim, pois os nossos alunos do 4º ano, da Escola da
Pegada e Santa Luzia, os alunos do 8º e 9º anos da Escola Egas Moniz, e a Sara,
do 10º ano LH2, declamaram os seus próprios poemas, partilharam-nos com as
nossas gentes, fizeram-se ouvir e deliciaram quem os ouviu. Do Toural ao Paço
dos Duques de Bragança, os nossos alunos visitaram o comércio local e a
biblioteca municipal. Foi notória a alegria de todos. Afinal, a poesia é isso
mesmo: alegria, partilha de sentimentos e emoções, liberdade, solidariedade,
igualdade, amizade…como escreveram os nossos jovens alunos. A música não faltou
e as nossas meninas estão de parabéns, pela beleza do que tocaram e pela
simpatia que transmitiram. Várias idades, diferentes ciclos de ensino, várias
escolas e professores e uma encarregada de educação fantástica, da escola da
Pegada. Um agradecimento muito especial à Dª Elisabete. Tanta diversidade só
podia ser um sucesso…certamente a repetir! Obrigada a TODOS os participantes.
sábado, 2 de abril de 2016
Dia Internacional do livro Infantil
Dia Internacional do livro Infantil
No dia 2 de abril, comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância na aquisição de competências no âmbito das literacias junto dos mais novos.
A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilida-de do Brasil, consta de um texto da escritora Luciana Sandroni e de um cartaz do ilustrador Ziraldo.
Eis a história de Luciana Sandroni:
“Era uma vez uma… Princesa? Não.
Era uma vez uma biblioteca. E também era uma vez a Luísa que foi à biblioteca pela primeira vez. A menina andava devagar, puxando uma mochila de rodinhas enoooorme. Ela olhava tudo muito admirada:
Estantes e mais estantes recheadas de livros. Mesas, cadeiras, almofadas coloridas, desenhos e cartazes nas paredes.
– Eu trouxe a foto – disse timidamente para a bibliotecária.
– Ótimo, Luísa! Vou fazer sua carteira de sócia.
Enquanto isso pode escolher o livro.
Você pode escolher um livro para levar para casa, tá?
– Só um?! – perguntou desapontada.
De repente, tocou o telefone e a bibliotecária deixou a menina com aquela difícil tarefa de escolher somente um livro diante daquela infinidade de estantes. Luísa puxou a mochila e procurou, procurou até que achou o seu favorito: Branca de Neve. Era uma edição de capa dura, com lindas ilustrações. Com o livro na mão, puxou a mochila novamente e, quando já saía, alguém bateu no seu ombro. A menina se virou e quase caiu para trás de susto: era nada mais, nada menos que o Gato de Botas com o livro dele nas mãos, quer dizer, nas patas!
– Bom dia! Como vai sua tia? – brincou o gato fazendo uma reverência. - Luísa, você já não está careca de saber essas histórias de princesas? Por que não leva o meu livro, O Gato de Botas, que é bem mais divertido?
Luísa, admiradíssima, com os olhos arregalados, não sabia o que dizer.
– O que houve? O gato comeu a sua língua? – brincou.
– Você é o Gato de Botas de verdade?!
– Eu mesmo! Em pelo e osso! Pois, então, me leve para a sua casa e você saberá tudo sobre a minha história e a do Marquês de Carabás.
A menina, de tão perplexa, só fez que sim com a cabeça.
O Gato de Botas, num passe de mágica, voltou para o livro, e, quando a Luísa já saía, alguém bateu no seu ombro de novo. Era ela: “branca como a neve, corada como o sangue e de cabelos negros como ébano”. Já sabem quem é?
– Branca de Neve!? – disse Luísa completamente abobada.
– Luísa, me leva com você também. Essa edição – disse mostrando o próprio livro – é uma adaptação fiel do conto dos irmãos Grimm.
Quando a menina ia trocar de livro de novo, o Gato de Botas apareceu muito irritado:
– Branca, a Luísa já se decidiu. Volte lá para os seus seis anões.
– São sete! E ela não se decidiu coisa nenhuma! – se irritou a Branca ficando bem vermelha de raiva.
Os dois encararam a menina esperando uma resposta:
– Eu não sei qual levar. Eu queria levar todos…
De repente, de repente, aconteceu a coisa mais extraordinária: os personagens todos foram saindo dos seus livros: a Cinderela, a Chapeuzinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Rapunzel. Era um time de verdadeiras princesas:
– Luísa, me leva para a sua casa! – suplicavam todas.
– Eu só preciso de uma cama para dormir um pouquinho – disse a Bela bocejando.
– Só cem anos, coisa pouca – ironizou o Gato.
– Posso fazer a faxina na sua casa, mas à noite eu tenho uma festa no castelo do…
– Príncipe! – gritaram todos.
– Na minha cesta eu tenho bolo e vinho. Alguém quer? – ofereceu a Chapeuzinho.
Depois surgiram mais personagens: o Patinho Feio, a Pequena vendedora de Fósforos, o Soldadinho de Chumbo e a Bailarina:
– Luísa, podemos ir com você? Somos personagens do Andersen – pediu o Patinho Feio, que nem era assim tão feio.
– A sua casa é quentinha? - Perguntou a menina dos fósforos.
– Ihhh, se tiver lareira é melhor a gente ficar por aqui… – comentou o Soldadinho com a Bailarina.
Só que, subitamente, surgiu um lobo bem peludo, enorme, com os dentes afiados, bem ali na frente de todos:
– O Lobo Mau!!!!!
– Lobo, por que essa boca tão grande? – perguntou a Chapeuzinho por força do hábito.
- Eu protejo vocês! – disse o soldadinho muito corajoso.
Foi então, que o Lobo abriu a maior bocarra e… Comeu todo mundo? Não. Só bocejou de sono e depois disse muito tranquilo:
– Calma, pessoal. Eu só queria dar uma ideia. A Luísa leva o livro da Branca de Neve e nós podemos ir dentro da mochila, que é bem grande. Todos acharam a ideia muito boa:
– Podemos, Luísa? – perguntou a Menina dos Fósforos que tremia de frio.
– Tudo bem! – disse abrindo a mochila.
Os personagens fizeram uma fila e foram entrando.
– Primeiro as princesas! – reivindicou a Cinderela.
Na última hora, os personagens brasileiros também apareceram: o Saci, o Caipora, uma boneca de pano muito tagarela, um menino muito maluquinho, uma menina com uma bolsa amarela, outra com a foto da bisavó colada no corpo, um reizinho mandão. Todos entraram.
A mochila estava mais pesada que nunca. Como os personagens pesam!
Luísa pegou o livro da Branca e a bibliotecária anotou tudo no fichário.
Mais tarde, a menina entrou em casa na maior alegria, e a mãe gritou lá de dentro:
– Chegou, filha?
– Chegámos!”
Luciana Sandroni
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Ler+Mar: "Da Penha vê-se o mar"
Ciência na Escola: "A água dos pólos"
As bibliotecas do 1º ciclo e secundária realizaram a
atividade proposta pelo Kit do mar, intitulada "a água dos pólos", em
articulação com alguns professores do 1º ciclo e a professora que leciona a
disciplina de Ciências Físico-Químicas, Ana Isabel Silva, que coordenou a
experiência.
Como está referenciado na ficha respeitante “à água dos pólos”
(Kit do Mar) a atividade em causa inseria-se na área curricular de Estudo do Meio.
Neste caso, as turmas tinham terminado ou encontravam-se a finalizar os conteúdos
respeitantes ao Estudo do Meio.
Dominavam a linguagem que a professora Ana Isabel usou
ao longo da experiência e estavam muito sensibilizados para o tema. Isso
permitiu uma interação muito profícua, já que os jovens tiveram, ao longo das
diversas experiências, uma intervenção ativa, ora participando na própria
experiência ora colocando questões reveladoras do seu interesse pelo tema.
Etiquetas:
"A água dos pólos",
biblioteca escolar,
Escola da Pegada,
Escola Santa Luzia,
Estudo do Meio,
Ler+Mar,
Professora Ana Isabel Silva
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
CONCURSO POSTAL DE NATAL
As vencedoras do nosso concurso de postais de Natal foram as alunas Joana Machado, do 3º ano, da Escola Básica de Santa Luzia, com o seu postal, e a Beatriz Lopes, do 6ºC, da Escola Egas Moniz, com o seu texto. Parabéns às duas pela sua belíssima participação. Parabéns a todos aqueles que participaram, com empenho, neste concurso.
domingo, 1 de novembro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)




